quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Tropeços do breve




Caminho nas entonações e simbolizo as pausas forçadas e as acidentais. O meu mundo é o exercício desafiante do comunicar. Não é uma tarefa fácil e com frequência atraio controvérsia! Às vezes, tenho que separar, isolar, suprimir, modificar significados e até chamar atenção, sem delongas, mas com uma brevidade que faça sentido, afinal no embaralhado de palavras, contorno sentimentos, ideias e pensamentos.
Quando convocada, tenho que conhecer e entender o conteúdo, pois me responsabilizo por dar fluência ao que se escreve. Divirto-me nas alegrias, choro nas tristezas e me aborreço nas situações equivocadas. Ser Pausa é compreender o relutar, nas curtas durações!
Entretanto, há momentos em que assumo descontroles e sigo patinando nas palavras sem encontrar encaixe, e em outros, faço-me repetidamente presente, picotando sentidos, cansando o desnecessário. Ser pausa nem sempre se traduz simples, apesar das curtas durações!
E talvez por ser assim, a criadora gramática dos homens me tenha desenhado com essa pequena, mas contorcida forma, para passear nos textos discretamente, entretanto sem esquecer a delícia e a dor de um sinal gráfico bem decidido na composição de imaginações, sonhos, ações, reações, opções, poesias, discursos, músicas, questionamentos, em fim de vírgulas para sempre durar.

sábado, 11 de julho de 2015

O Sim no Não




Na viagem inquieta do entender,
abraçar o erro inicia condição.
Um passo após não se render,
espera-se por mais razão.
A mente se expande em ser,
rasgando trilhas para o sim do não.
Confrontam-se ver e enxergar,
cruzando superficial e intuição.
Para as possibilidades, ousar;
nos sentimentos, opção,
guiando sem querer chegar:
o difícil diálogo entre o sim e o não. 
E se a viagem cambaleia, seguir.
Coração pulsa talvez...decepção.
Nas razões confusas, o persistir;
traídos porquês na solidão,
impulsos enfim para existir:
na liberdade desejada do sim, o não 
Do passado, o agora puxa reverter
e o futuro para a viagem segue sem fim.
Entender desafia a vontade de querer
ser mais que o possível de mim,
recriando histórias do amadurecer,
nas desafiadoras escolhas do não no sim.